
“Happiness is a butterfly, which when pursued, is always just beyond your grasp, but which, if you will sit down quietly, may alight upon you” NATHANIEL HAWTHORNE
Dois meses e meio se passaram desde que a Bia nasceu e é só olhar as fotos acima para perceber que ela já não é o mesmo bebê! Na verdade, na consulta com o pediatra na semana passada fiquei sabendo que ela dobrou de tamanho desde o nascimento de 5 para 10 pounds!
Desde que ela nasceu que escutava das mães veteranas Ana Carole ou Amanda Woj que tinha que aproveitar meus primeiros meses com ela ao máximo porque estes não voltavam. Escutei e tomei na letra!
A comparação é meio exdrúxula, mas tenho me sentido durante estes 2 meses como me sentia quando estava na Inglaterra no final de 2000 e fiquei sabendo que ia ver ao vivo a conferência do Bill Clinton e o Tony Blair no Warwick Campus. Naquele dia de dezembro, achei que ida a conferência chegara para fechar com ouro 2000, um dos melhores anos da minha vida.. e não estava errada. 2000 foi de fato dos melhores anos, desde aquele finde que passamos juntas eu, Aninha, SAM e Erikinha em Porto de Galinhas para o show do Cidade Negra às Meninas Super Poderosas em Olinda, das tardes da comunidade Norma Lúcia no Acaiaca e Bar do Bode às excursões independentes naquele Suzuki azul da Erikinha a Salinas de Maragogi; das idas a Latin Party com a Gaby ao Halloween que desmaiei vestida de diaba com a Erica e a Re Spada e, finalmento, dos preparativos para a road trip e Natal na verrrrry lovely Escócia da Mrs Bell ao corre-corre que antecedeu o Reveillon em Paris. E ali, naquele momento, pensei, não se esqueça, não se esqueça nunca desses momentos de extrema felicidade que duram 1 minuto e, ao mesmo tempo, a vida inteira.
Esses dias que tenho passado com a Biba têm sido assim e digo para mim mesma: não se esqueça, não se esqueça nunca da sensação que você sente ao alisar a pele lisinha ou os cabelos de veludo dela, de como é delicioso ver sorrir essa banguela ou ouvir seus gritinhos de felicidade quando brinca com o mobile, da sua boquinha de peixinho, de como foi fabuloso vê-la pela 1o vez ainda na sala de cirurgia, de como ela é linda só de fralda, de como me sinto em um mundo só nosso quando amamento, de como adoro vê-la dormir com a mãozinha no queixo, do que senti quando a segurei logo que cheguei em casa, aquela coisa pequenininha de 2,2 kg e ai vai.
Por essa razão mesmo, me descubro uma pessoa sem o menor mal humor mesmo quando acordo de madrugada ou cedinho da manhã, menos egoísta mesmo quando não tenho tempo para meus banhos fervendo de 40 minutos ou para passar meus mil hidratantes.
E, ao mesmo tempo que não consigo ver a hora de saber na verdade que cor dos olhos ela vai ficar (acho que vai ficar azul mesmo!), de ouvir ela falar mamãe, dar seus primeiros passinhos ou passar seu 10 Natal, queria que esse momento que estamos vivendo agora parrasse no tempo e ela nunca crescesse. Não interessa o tempo, a idade, para mim ela sempre vai ser aquela minha pumpkin, sweetpea, ma poupée, minha fofolete!
P.S: E subitamente entendo Vovó quando fala ainda hoje que sente falta quando chegavamos lá de malinha azul para passar o final de semana com ela quando eu e Nena tinhamos uns 5-6 anos.

